CARTA MANIFESTO

From Arquivo Imperial
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PacSo 2015

Há 18 anos um pacto com o povo de Reunião

Toda micronação precisa de um povo, e todo povo precisa de dignidade. Somos súditos de um império, mas nele somos também cidadãos. Somos leais à Coroa, mas também a Coroa deve lealdade à população.

É no que acredita o PacSo

Nascemos junto com Reunião. Numa época em que o micronacionalismo era muito diferente e Reunião era bem menos livre, já surgimos com a marca de sempre lutar pela igualdade de direitos e contra privilégios para poucos. Nosso partido sempre fez contraponto aos que defendem elites e oligarquias.

O país cresceu e o PacSo se desenvolveu com ele, participando cada vez mais da vida sócio-política, ocupando cargos importantes e se destacando em diversos campos da sociedade. Lutamos e vencemos várias batalhas para que Reunião respirasse ares mais democráticos. Elaboramos inúmeras das leis de nosso país ainda em vigor. Nenhum partido teve mais chefes de governo ELEITOS que o PacSo.

Mas isso é história. O que queremos para o momento atual e para o futuro de Reunião?

O PacSo acredita numa maior integração de nosso país com a Lusofonia. Somos uma ilha em nossa referência geográfica, mas não devemos também ser filosófica e ideologicamente, dentro do micronacionalismo.

A grandeza de Reunião passa pelo respeito à história e aos valores de outros países nascidos do mesmo veio que nosso império. Por isso, o PacSo se posiciona contra a criação de países-satélites baseados em símbolos de micronações já existentes. Não concordamos com um imperialismo expansionista que nada traz de positivo para o país e tampouco com regras de dupla-cidadania para poucos “escolhidos”.

Ao mesmo tempo que somos contra desperdiçar tempo e esforços com os “países-satélite”, reforçamos nossa crença que as Capitanias e o Vice-Reino de Maurício são essenciais para o bom micronacionalismo, pois é na atividade regional que o cidadão novato mais rapidamente aprende e ganha experiência para se tornar um micronacionalista maduro.

Na atividade regional o novato escapa da “avalanche” de mensagens do Chandon e pode treinar seu ingresso na vida política nas assembleias locais ou comandando um Burgo. As Capitanias também permitem um pouco mais de virtualismo e outras atividades que muitas vezes são relegadas à segundo plano na lista nacional ou mesmo rejeitadas. A verdadeira escola micronacional deve acontecer principalmente nas Capitanias/Vice-Reinos.

Queremos uma APQ que honre seu nome e seja cada vez mais popular. Isso implica não só em concorrer às eleições, mas valorizar os mandatos com Qualícatos capazes e participativos. Significa ainda priorizar a Assembleia quando formos apresentar projetos de lei ou emendas à Sagrada Constituição.

Isso passa também pela vigilância do trabalho do Premier e de seu Gabinete, exercendo assim um verdadeiro parlamentarismo micronacional, benéfico ao país e ao espírito democrático que tanto defendemos.

Sem dúvida uma das questões mais controversas de toda história de Reunião é a defesa do Estado Laico. Hoje, uma religião é reconhecida como oficial por nossa Sagrada Constituição. Mas se engana quem pensa que os representantes de tal religião são todos membros da igreja que fariam parte.

Micro e macronacionalismo se misturam e são usados a bel-prazer dos participantes de tal igreja. Há tempos grande parte dos cidadãos se mostram indignados com a maneira jocosa e distorcida com que o catolicismo é representado em nossa ilha, se configurando especialmente ofensivo àqueles que acreditam e vivem sua vida na fé católica, vendo seu credo ser tripudiado por uma associação de cidadãos, que se autoproclamam os representantes de Pedro perante nossos cidadãos, sem qualquer legitimidade.

É necessário que as instituições de Reunião, em especial o Poder Moderador, revejam os privilégios que na verdade foram dados não à uma religião, mas sim a um grupo de pessoas – cidadãos micronacionais como quaisquer outros, mas com direitos maiores que os demais.

Ainda mais grave é assistir tal grupo utilizando tais privilégios abertamente com motivações políticas, perseguindo e atacando adversários, sempre protegidos por sua imunidade.

O PacSo tem convicção ser necessário urgentemente restaurar a neutralidade que se espera da religião oficial do Império, retornando a condução desta instituição à mãos que entendam a necessidade da caridade, compaixão e renúncia a paixões para conduzir a vida religiosa das pessoas.

Pregamos, assim, seja o Estado Laico, sem religião oficial, mas com o reconhecimento do direito a todos os credos e religiões – inclusive não ter fé em qualquer deidade.

Somos um partido do Sacro Império de Reunião. Nossas bandeiras são micronacionais e não estão vinculadas a ideologias ou quaisquer partidos macro. Nossa defesa é pela Monarquia, pela Democracia e pela Igualdade.

PacSo O Partido dos Cidadãos do Império